sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Tchau!


Então, estamos todos nos despedindo de mais um ano. Tchau 2011! Você até que foi legal, mas não vou chorar ao me despedir de você! E é com muita alegria que recebo 2012! 2012 está aí junto com novos desafios. Junto com tudo novo e algumas coisas velhas de sempre, mas que não poderíamos viver sem. Então vamos à luta por nossos sonhos e planos! Vamos nos divertir e rir; chorar e pensar numa forma de resolver os problemas; trabalhar e estudar; amar muito! Vamos ser felizes! Não só em 2012, mas em todos os anos, sempre!
Feliz 2012 pra todos!

Até o ano que vem! :D

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Nunca mais na vida!


Mas cara! Eu acabei mesmo a escola!
É a primeira vez em, sei lá, uns 15 anos em que eu sei que não vou ter que comprar material escolar durante as férias, ou que eu vou fazer algo diferente no ano que vem, nada parecido com entrar numa sala de aula, cinco dias por semana, por cinco horas do meu dia e anotar e prestar atenção na aula! Ano que vem eu vou fazer algo diferente, diferente mesmo!
Na verdade, por mais que eu tenha planos, não sei exatamente a maneira como eles vão fluir, e nem como que tudo vai ser. Estou esperando pelo inesperado feliz da vida! Isso é demais, nem acredito que está mesmo acontecendo! É agora que a minha vida vai começar de verdade!
Na quinta-feira quando fui ver o resultado na escola junto com meu amigo, estava muito nervosa. Sempre fico né, mas dessa vez foi diferente. Repetir o terceiro ano do ensino médio seria muita sacanagem, fala sério! Uma parte de mim tinha certeza de que eu havia passado, mas outra pequena parte considerava a probabilidade de ter acontecido algo diferente do que eu estava esperando. E essa pequena parte foi o suficiente pra me fazer tremer na base. Mas, quando eu entrei na sala dos professores e a coordenadora disse que eu estava aprovada, dei um grito, não consegui me conter! Gritei tipo AAAAAAA! Não consegui me segurar, não pude ter outra reação! Saí da escola berrando no ouvido do meu amigo, berrando pela rua, e ele ficava falando pra eu parar pra ficar quieta, mas cara! A adrenalina era grande demais, não dava pra parar! Transbordava de mim uma alegria que há muito tempo eu não sentia, e eu não poderia ter outra reação! Sim, eu sou uma pessoa escandalosa e tenho reações exageradas, mas e daí? Eu acabei a escola porr!@#$* ! Pelo menos essa missão foi cumprida na minha vida, o que mais eu poderia fazer além de gritar e comemorar? Ainda estou meio que assim, nesse estado de êxtase, de vez em quando ainda me pego falando coisas do tipo: “caralh!@#$* não acredito que acabei mesmo a escola!” . Não sabia que essa sensação seria tão boa! Estou tão feliz por isso, que não dá pra explicar em palavras, eu só quero que venha 2012 logo e todas as mudanças tão esperadas junto com ele! Escola: NUNCA MAIS NA VIDA!
Feliz Ano Novo pra todos!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Vinho!


Vinho. O que falar sobre o vinho? Não tive vontade de falar sobre esse tema por acaso. Hoje eu estava olhando um blog de um cara que eu comecei a seguir recentemente  e apareceu uma foto de uma garrafa de vinho em um dos posts. O blog dele é sobre comida, mas ele também coloca um pouco das suas reflexões sobre outras coisas. Muito bacana.
Mas, voltando ao assunto do vinho, sempre o achei uma bebida muito interessante. Além de ser uma bebida histórica (não dá pra negar que é! E como eu não me interessaria se amo tanto história?! Não dá pra evitar! Hahahaha), é um tanto misteriosa  e ao mesmo tempo tem um quê de naturalidade na minha opinião. Claro que eu estou falando sobre o vinho tinto (não sei porque, mas o vinho branco pra mim tem uma aparência muito artificial, que não é nada do que o vinho tinto aparenta), que tem cor de saúde, sangue, vida, e cor escura, como a terra de onde as uvas que o fizeram vieram.
Pra mim o vinho é a bebida que menos se parece com bebida alcóolica. Claro que o vinho tem álcool, mas ele não tem essa cara de destilação, industrialização, conservantes e muito menos de gente pinguça. Eu sei que muita gente fica bêbada com vinho ( e dizem que o porre e a ressaca de vinho são os piores), mas quando eu olho pra uma garrafa de vinho, não é gente bêbada caindo pelos cantos que eu vejo. O que eu vejo são mulheres amassando uvas com os pés a séculos atrás; o que eu vejo são casais apaixonados tomando  vinho no primeiro jantar de encontro, vinho barato que é mais doce, assim como a sensação de estar apaixonado,  porque não? Vejo também uma velha senhora rica e sofisticada, tomando um vinho que foi produzido no ano de seu nascimento, e enquanto isso ela toma e degusta o sabor de olhos fechados, perdendo-se em suas lembranças de infância.  E quem sabe até mesmo ela não esteja acompanhada do marido que a ama completamente desde que se conheceram na juventude? Quem sabe? Talvez eles até tenham um vinhedo e caminhem sobre ele, no fim da tarde, sob o sol poente, de mãos dadas , admirando a sensação de estarem um com o outro.
Eu sou muito sonhadora, mas meus sonhos sempre tem algum tipo de fundamento, apesar de às vezes algumas pessoas terem que se esforçar para enxergar... hahahaha...  Eu tento sempre ver o lado bom das coisas, por mais difícil que seja de enxergar. Muitas vezes não falo, e só reclamo, mas depois quando estou sozinha e pensativa no meu canto, acabo conseguindo ver o lado bom. Com o vinho também é assim: ele é o lado bom das bebidas alcóolicas. Geralmente eu condeno um pouco as bebidas, mas consegui achar o lado bom delas. O vinho tem tanta personalidade, originalidade, história, sofisticação e simplicidade ao mesmo tempo, que me deixa bastante fascinada ao falar sobre ele. Sem dúvida, o vinho para degustar e apreciar cada camada de sensação, é maravilhoso, algo que as pessoas não deveriam deixar de experimentar na vida.
Logo abaixo, fiz uma pequena pesquisa sobre o vinho, espero que gostem! :)

   

* A constituição química das uvas permite que estas fermentem sem que lhes sejam adicionados açúcares, ácidos, enzimas ou outros nutrientes.

* O vinho possui uma longa história que remonta pelo menos a aproximadamente 6 000 a.C., pensando-se que tenha tido origem nos atuais territórios da Geórgia ou do Irã. Crê-se que o seu aparecimento na Europa ocorreu há aproximadamente 6500 anos, nas atuais Bulgária ou Grécia, e era muito comum na Grécia e Roma antigas. O vinho tem desempenhado um papel importante em várias religiões desde tempos antigos. O deus grego Dioniso e o deus romano Baco representavam o vinho, e ainda hoje o vinho tem um papel central em cerimônias religiosas cristãs e judaicas como a Eucaristia e o Kidush.

* Desde o tempo dos romanos, pensava-se que o vinho (eventualmente misturado com ervas e minerais) tivesse também propriedades medicinais. Nesses tempos, não era invulgar dissolverem-se pérolas no vinho para conseguir mais saúde. Cleópatra criou a sua própria lenda ao prometer a Marco António que ela beberia o valor de uma província numa taça de vinho, após o que bebeu uma valiosa pérola com uma taça de vinho.

* Um estudo publicado em 2007 descobriu que tanto o vinho tinto como o vinho branco são agentes antibacterianos eficazes contra estirpes de Streptococcus. É interessante notar que tradicionalmente em várias partes do mundo o vinho é usado para tratar feridas.


* Católicos Romanos acreditam no milagre da transubstanciação, ou seja, na transformação do pão e do vinho na carne e sangue de Jesus. Evangélicos acreditam na consubstanciação, ou seja, o pão e o vinho já são o corpo e o sangue de Jesus.


- Fonte: Wikipédia.

Meu lar


Sinto falta de saber que eu tinha uma casa. De saber que eu tinha uma casa e que estava tudo bem. Tem muito tempo que eu não me sinto em casa. Se sentir em casa não é simplesmente estar na própria casa, é se sentir à vontade pra dizer o que tiver vontade em voz alta e ainda ter pessoas para conversarem com você sobre isso, e não brigarem com você por você ter falado certas coisas. Conversar é diferente de brigar e estar na defensiva durante todo o tempo, sem poder abaixar o escudo nem um pouquinho se quer. Se sentir em casa é se sentir acolhido e amado igualmente por todas as pessoas que estão em volta de você. É saber que eles sempre estarão ao seu lado para qualquer coisa. Se sentir em casa é uma coisa bem diferente da que eu venho sentindo há 5 anos. Eu não tenho casa. Faz tempo que eu não tenho mais. Moro em uma, mas nunca me sentirei parte dela.
Talvez, uma casa não seja um lugar e sim uma pessoa, como diz um certo livro que eu gosto muito. Talvez qualquer lugar possa te fazer sentir acolhido quando você está com a pessoa que te faz sentir assim. Pode ser qualquer pessoa. Nos raros momentos que eu chego bem perto a sensação de me sentir em casa naquela casa, é quando eu estou conversando com a minha mãe, sobre qualquer coisa, ou quando estamos só nós, só meu sangue: eu, minha mãe e meus irmãos. Também me sinto assim quando estou com o meu pai, nas raras vezes que estou com ele... Mas fora isso, o escudo está erguido durante todo o tempo.
Mas, quando você encontra uma pessoa que te faça sentir em casa, mesmo não sendo da sua família, todo amor e companheirismo  que vocês sentem um pelo outro, criam uma atmosfera de familiaridade que equivale a uma casa. Então, de repente você não precisa de um lugar para se sentir em casa, só de uma pessoa. Quero muito encontrar essa pessoa que está por aí esperando por mim, esperando pra se sentir em casa exatamente como eu estou. Tomara que não demore muito, para que eu possa voltar a ter a sensação de ter um lar.


Fragmentos de um sonho


Tive sonhos um pouco estranhos e perturbadores essa noite. Pareciam muitas reflexões e pensamentos ao mesmo tempo na minha cabeça, amontoadas numa única imagem: eu, sentada em algum lugar, parada, como se estivesse pensando. E eu ouvia meus próprios pensamentos. Não me lembro deles agora, mas sei que foram perturbadores o suficiente para me fazerem acordar bem confusa. E com frio. Foi nessa hora que levantei da cama e peguei uma mantinha no armário. Voltei a dormir em seguida, mas hoje de manhã acordei pensando nesse sonho e tentando me lembrar sobre o que se passava na minha cabeça durante aquilo. Mas não consegui me lembrar. A única coisa que eu me lembro é da imagem de mim lá sentada pensando. Eu parecia estar numa espécie de conflito interno e de conclusões repentinas que me chocaram bastante. Coisas não muito difíceis de acontecer comigo mesmo fora dos sonhos... Mas dessa vez parecia pior, mais sério. Foi uma coisa completamente estranha, acho que nunca me vi assim antes, num estado quase que catatônico... De qualquer maneira, eu acredito que os sonhos tenham significados, e sempre espero o melhor deles. Às vezes procuro significados em livros, às vezes procuro juntar as peças na minha cabeça e entender do meu próprio jeito. Às vezes simplesmente ignoro por serem muito loucos e sem uma interpretação definida, ou até mesmo me divirto, fico rindo de mim mesma, rindo das coisas loucas que se passam na minha cabeça quando estou dormindo ou acordada... hahahahaha :D
Isso acontece muito com pessoas que tem imaginação e idéias que ninguém mais teria... Mas, eu sempre tiro o melhor proveito dos meus sonhos, e desse eu tiro a seguinte coisa: é tempo de pensar. Mais do que nunca, mais do que eu sempre pensei durante toda a minha curta longa vida. É tempo de dar um sacode em mim mesma, tempo de cair na real. É um tempo de tomar decisões finais e está na hora de eu sentar e pensar sobre todas elas por tempo quase que indeterminado. Ignorar a opinião dos outros, deixar um pouco de lado as evidências e até mesmo um pouco do raciocínio lógico, e simplesmente parar e pensar no que é melhor pra mim. Me conectar comigo mesma, dar ouvidos aos meus sentimentos e necessidades emocionais que há muito tempo eu venho ignorando. Está na hora de eu pensar em mim de uma vez por todas e não no que vai ser mais fácil pra todo mundo. É essa a interpretação que eu tiro desse sonho e espero que esteja certa.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Chuva de Verão


Você vem nas horas certas, só pra aliviar um pouco o excesso de incômodo. Mas você não fica por tempo suficiente para começar a incomodar e muito menos pra dar a sensação de estar pegando o lugar de alguma coisa. Você não pega o lugar do sol, mas não deixa que ele torture alguém o tempo todo.
Você é rápido como um raio, e belo como as cores que aparecem  no céu durante um relâmpago.  Belo e poderoso. É difícil de encontrar pessoas assim hoje em dia. Mas aqui está você.
 Porém, você não é do tipo metido e nem do tipo que tem a intenção de diminuir as pessoas. E por você não ficar por muito tempo em um  lugar é que a gente percebe que você não quer de fato incomodar. Você só quer deixar bem clara a sua existência para que eu não me desespere e pense que só existem pessoas podres no mundo. Graças a Deus você existe.
Seu cheiro faz um estrago em mim, me deixa delirante. Como quando a chuva começa a cair aos poucos na terra seca demais, quente demais, e provoca aquela brisa suave. E um cheiro que abre sorrisos no rosto de muita gente. Seu cheiro é simplesmente perfeito. Lembrar dele é fechar os olhos e sorrir. Impossível não fazer isso.
Suas mãos são ágeis e cuidadosas, como eu nunca vi em ninguém mais.
E corre uma magia inacreditável em você, apesar de você dizer que magia não existe. Existe. Você é a magia. A magia que desperta o melhor de mim. A magia que me cura, que me alegra, que me ama. E o amor é maior magia que pode existir, e é tudo do que eu preciso.
Você. Eu preciso de você e da sua mágica. Porque ninguém nunca conseguiu provocar em mim o que você provoca. Mas infelizmente, você é como uma chuva de verão: não dura muito. Você fica por alguns minutos e depois se vai. Mas pelo menos eu sei que amanhã você volta. E isso me conforta e me acalma.
Eu sou uma terra seca. E você é a chuva perfeita. Eu quero que você me inunde com todo o seu amor. Eu quero que você me inunde com você mesmo, pelo menos por um momento. Porque só esse momento é capaz de me fazer agüentar o sol cruel que me castiga por um longo dia. Mas ter você no final é a melhor recompensa. E eu aguentaria o sol de novo, de novo e de novo, só pra sentir um pouco de você no fim do dia.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Pedido de Natal



Essa época de fim de ano é sempre igual. O calor vai aumentando cada vez mais. Muito ensolarado, muito abafado, muito chuvoso, muitos arco-íris. É sempre assim que o tempo fica (apesar de esse ano estar um pouco diferente... Deve ser o aquecimento global...). E também tem algo que muda tudo significativamente e que vai muito além do clima: o Natal. 
Ahh, o Natal... Quem não adora essa época maravilhosa? Pra mim parece que tudo fica possível, tudo é mais leve, tudo é mais tranquilo. Família reunida, comidas maravilhosas, presentes, o alívio de mais um ano bem sucedido... Mas tudo isso em meio a muito calor e não neve como todas as decorações públicas sugerem. Porque, fala sério, eu adoro frio, odeio sentir calor e tudo relacionado a ele, mas eu moro num país tropical e esse é um fato. Também é fato que o Brasil passa o Natal no Verão. Então, acho que eu e mais algumas outras pessoas queremos ver uma decoração que tenha a ver com o que está acontecendo agora, com o estado do nosso momento. Queremos ver algo que tenha a ver com o nosso Natal. Queremos algo que tenha a ver com os nossos costumes de ir à praia (mesmo que seja meio perigoso por causa do Sol assassino) na véspera do Natal para nos refrescar. Não queremos ver um Papai Noel sentado num trono, todo encasacado e com imitação de neve à sua volta. Acho que até as crianças que ainda acreditam em Papai Noel ficam meio decepcionadas com isso, porque vêem uma coisa pela qual não passam, uma coisa que não tem nada a ver com a realidade deles e talvez se sintam enormemente distantes do Papai Noel. Devem pensar: "e se ele não conseguir chegar a tempo com nossos presentes?"
Pra gente aqui, não neva em nenhuma época do ano (com exceção de alguns lugares da Região Sul e acho que de algumas partes de São Paulo também). Pra muitos brasileiros, 20° já é frio. Seria bem legal se fizessem uma decoração diferente, com um Papai Noel com roupas de calor, entregando presentes pras crianças e depois indo fazer castelos de areia com as crianças na praia por exemplo. Ou, indo pra uma piscina com todas elas brincar de marco-polo (não sei se tá escrito certo). Imagina, que criativo! :) Seria muito inovador.
Seria bem legal se de vez em quando todos parassem de super estimar tanto assim os EUA e a Europa. Cada país e cada continente têm o seu valor, seu clima, seu jeito, seus costumes, seu Natal. Cada um com seus prós e contras, mas cada um da sua própria maneira. Nós não somos americanos frios e nem temos o ar de superioridade dos europeus. Tão pouco o frio de ambos. Somos um povo sorridente e animado, apesar de termos também muitos defeitos. Então pra quê toda essa reverência? Nós não somos seus súditos e está na hora desse país aqui e muitos outros entenderem isso de uma vez. Não somos inferiores a eles por sermos um país mestiço e de costumes variados. Costumes construídos por três povos diferentes em um só lugar: europeus, índios e negros. Então, porque será que aqui a relação entre esses três deu certo e quando falamos da simpatia  e respeito entre os países de fora nada disso existe? Fala sério, somos todos humanos, deveríamos nos unir, e respeitar uns aos outros e nos amar pelos nossos defeitos e qualidades. Cada um do seu jeito. Cada país passando o Natal do jeito que ele realmente acontece em cada lugar. Pra quê criar grau de quem presta e quem não presta, quem é superior e quem é inferior? Cada um do seu jeito.  
Falta tanta união e tolerância nesse mundo. Por isso que o meu pedido de Natal desse ano é união. União na minha família, união entre os meus amigos, na minha cidade, no meu estado, no meu país, no mundo. Não custa nada ter esperanças não é? Então, o pedido está feito. Vamos esperar pra ver.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

EU


Sangue frio, eu nunca tive
mas às vezes é preciso, pois sem essa capacidade, ninguém vive.
Paciência nunca foi o meu forte:
já cansei de rogar praga de morte.

Eu tenho um milhão de defeitos
e algumas qualidades.
Segundo algumas pessoas, eu preciso aprender a ter responsabilidade.
Segundo algumas pessoas, eu não posso tomar minhas próprias decisões, porque sou menor de idade.
Mas sempre tomei muitas delas
Quando eu quero uma coisa, por mais que tentem me segurar, ninguém consegue.

Tudo o que eu faço sempre tem a ver com o meu desejo de liberdade
Eu quero viver a minha vida do meu próprio jeito, e gritar: ME DEIXA!
Cada um com seu jeito, do seu lado, com seus segredos, erros e acertos
Eu não preciso de ninguém que me ensine como eu devo ser
Porque eu já nasci sabendo como sou.

Eu não tenho resposta pra muita coisa.
Nunca entendi a maioria das pessoas.
Muitas delas não me entenderam também
E eu prefiro que seja assim.

Sou careta pra certas coisas
e descontrolada pra outras.
Mas não quero saber os motivos
Quem fica procurando motivos, acaba se esquecendo de viver.

Eu sou impulsiva, explosiva, doida varrida,
Uma fera ferida. Mas não vou parar
Enquanto não achar meu verdadeiro lar

Existem coisas que eu sei
Que o tempo sozinho vai mudar
E também existem outras que o tempo vai moldar
Mas posso garantir que a vontade de viver
Nem mesmo o tempo vai conseguir driblar.

Esta sou eu: uma louca mutante.
Eu só quero aproveitar o tempo restante
Porque quando a bomba explodir e a palhaçada desmoronar
Eu quero estar assistindo de camarote.
E quando isso acontecer, pode apostar
Que eu vou gargalhar e brindar.






Paradise - Coldplay


Não sei porque, mas nesse momento essa música cai perfeitamente bem pra mim. Aliás, eu sei bem porque sim. E era num lugar assim que eu queria estar agora: num paraíso. Mas principalmente, isolada das pessoas podres que me cercam.


ParadiseColdplay
When she was just a girlShe expected the worldBut it flew away from her reachSo she ran away in her sleep
And dreamed of para-para-paradisePara-para-paradisePara-para-paradiseEvery time she closed her eyes
Ooohh
When she was just a girlShe expected the worldBut it flew away from her reachAnd bullets catch in her teeth
Life goes onIt gets so heavyThe wheel breaks the butterflyEvery tear, a waterfallIn the night, the stormy nightShe closed her eyesIn the nightThe stormy nightAway she flied
And dreamed of para-para-paradisePara-para-paradisePara-para-paradiseWhoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh
She dreamed of para-para-paradisePara-para-paradisePara-para-paradiseWhoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh
La-la-la-la-la
Still lying underneath the stormy skiesShe said oh-oh-oh-oh-oh-ohI know the sun's set to rise
This could be para-para-paradisePara-para-paradiseThis could be para-para-paradiseWhoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh
This could be para-para-paradisePara-para-paradiseThis could be para-para-paradiseWhoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh
Ooohh
This could be para-para-paradisePara-para-paradiseThis could be para-para-paradiseWhoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh
Ooohh, oohh... 
http://www.vagalume.com.br/coldplay/paradise-traducao.html

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Quase Sem Querer - Legião Urbana


Na formatura colocaram essa música pra tocar pra mim na hora que eu fui pegar o diploma... Adoro Legião, mas não conhecia essa... E não é que tem a ver comigo mesmo? hahahahha

Tenho andado distraído,
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso,
Só que agora é diferente:
Sou tão tranqüilo e tão contente.
Quantas chances desperdicei,
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém.
Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia.
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira,
Mas não sou mais
Tão criança a ponto de saber tudo.
Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você.
Tão correto e tão bonito
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos!
Sei que, às vezes, uso
Palavras repetidas,
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?
Me disseram que você
Estava chorando
E foi então que eu percebi
Como lhe quero tanto.
Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

2 semanas


Em alguns livros que eu já li, sempre que existiam prazos, na maioria das vezes eram prazos de 2 semanas. Não sei por que, mas sempre é esse o tempo dos prazos. Mas porque duas semanas de prazo? Para que não seja longo como 1 mês e nem curto demais como 1 semana? Não sei, mas o fato é que em duas semanas podem acontecer muitas e muitas coisas. Uma vida pode mudar drasticamente em duas semanas. Virar de cabeça pra baixo mesmo, não tenha dúvidas.
Duas semanas podem ser o suficiente para alguém receber um diagnóstico de uma doença fatal e morrer nesse tempo. Apenas duas semanas de vida. Se você descobrisse hoje que tem apenas duas semanas de vida, o que você faria? Pra falar a verdade, acho que nem terminar de ler esse texto você terminaria, se você é alguém que aproveita a oportunidade de viver até a última gota. Talvez você nem estivesse lendo esse texto agora. Mas o fato é que, querendo ou não, todos nós estamos morrendo a cada minuto, o tempo todo. Temos mais é que aproveitar enquanto ainda podemos, pois, não há garantia de ter uma segunda vida não é mesmo?
Claro que duas semanas também podem ser o suficiente para se encontrar o amor da sua vida, por exemplo, e aí passar a enxergar um sentido na vida que antes você não via. Duas semanas também pode ser o tempo suficiente para se curar de uma doença. Duas semanas pode ser o tempo que uma mulher com uma inclinação materna além do normal pode levar para engravidar. Em duas semanas você pode perder seu emprego e conseguir outro. Ou então não conseguir, e continuar procurando. Ou até mesmo pode ser o tempo que leve para você arrumar o emprego que sempre sonhou. Pode ser o tempo necessário para planejar uma mudança e efetuá-la com êxito. Pode ser o tempo necessário para planejar a viagem dos seus sonhos e ter os melhores momentos da sua vida. Pode ser o tempo necessário para descobrir uma grande mentira ou uma grande verdade. Pode ser o tempo suficiente para escrever um livro. Ou no meu caso, pode ser o tempo em que você fica travado criativamente ou pode ser o tempo que resta da escola.
Mas, sendo duas semanas, dois dias, dois anos, não importa, qualquer tempo é tempo, e já é bom o suficiente tê-lo, não importa o quão pouco ele seja ou o quão abundante ele seja. Aproveite seu tempo para fazer o que você acha melhor, para mudar a sua vida, para fazer algo por você ou por alguém, aproveite seu tempo para ser feliz. Afinal de contas, quando ele acabar não adianta você querer, porque o tempo não volta.

“Nem mesmo o melhor ladrão é capaz de roubar o tempo.“ – Ladrões de Elite.

Formatura


Podem começar a rufar os tambores, porque chegou o grande momento pelo qual muitos estavam esperando e muitos adiando. Não sei mais se é o início, ou o meio do fim, talvez seja de fato o fim.
Nesse momento, eu olho em volta e não sei exatamente o que pensar e também não sei exatamente o que estou sentindo. Foi uma longa trajetória até chegar aqui, eu vi, ouvi e senti muitas coisas. Talvez o que eu esteja sentindo agora seja o mesmo que eu senti quando entrei na escola aos 3 anos de idade: medo.
Aprendi mais do que apenas da grade curricular. Algumas vezes chorei e em outras ri. E em algumas simplesmente não expressei nada, porque às vezes quando não se tem nada de bom pra dizer ou nada que importe de verdade é melhor não se manifestar. Eu senti raiva, alegria, medo, alívio, tristeza, incerteza, impacto. Sempre impacto. Algumas vezes senti vontade de desistir, jogar tudo pro alto e simplesmente deixar pra lá. Afinal de contas, alguns de nós nunca entenderam completamente para quê serviu isso tudo. O que será que teria acontecido se alguns de nós acabassem por desistir? Eu não sei, mas certamente não estaríamos aqui hoje, e isso não me parece bom.
Qual foi o propósito de tudo isso? Se eu deixasse de lado por um minuto a questão da obrigação e a necessidade para com os estudos e o pensamento constante na possibilidade de um futuro, o que restaria? Restaria alguma coisa? Restaria. Restaria a experiência. Restariam as amizades formadas. Restaria a fé em mim mesma e em tantas outras coisas. E se para mim restasse apenas isso, já seria o suficiente. Valeria a pena ao ponto de comemorar o acontecimento de toda essa trajetória. E não é o que estou fazendo aqui hoje?

- Escrito em 26 de novembro de 2011

domingo, 20 de novembro de 2011

Travada


Andei meio travada esses dias... Postei "A Thousand Years" pra não ficar muito tempo sem postar nada... Não tenho tido muitas inspirações pra falar a verdade... Estive doente, e por consequência, já estou em casa a mais de uma semana direto... É um saco, só o que eu faço é ler, entrar na internet e estudar... Ando sem apetite e sem muita vontade de fazer algo... Só espero que esse bloqueio mental passe logo...

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A Thousand Years - Christina Perri


Heart beats fast

Colors and promises
How to be brave
How can I love when I'm afraid to fall
But watching you stand alone
All of my doubt suddenly goes away somehow

One step closer

I have died every day waiting for you
Darling don't be afraid
I have loved you for a thousand years
I'll love you for a thousand more

Time stands still
Beauty in all she is
I will be brave
I will not let anything take away
What's standing in front of me
Every breath
Every hour has come to this

One step closer

I have died every day waiting for you
Darling don't be afraid
I have loved you for a thousand years
I'll love you for a thousand more

And all along I believed I would find you
Time has brought your heart to me
I have loved you for a thousand years
I'll love you for a thousand more

One step closer
One step closer

I have died every day waiting for you
Darling don't be afraid I have loved you
For a thousand years
I'll love you for a thousand more

And all along I believed I would find you
Time has brought your heart to me
I have loved you for a thousand years
I'll love you for a thousand more

domingo, 13 de novembro de 2011

Noites Quentes


Em noites quentes assim, ninguém tem concentração para pensar em algo. Em noites quentes assim, todos querem ficar deitados, com o ventilador em cima, ou com o ar condicionado ligado. Querem fazer tudo, menos pensar. Tomar um banho pra relaxar e tentar viajar, imaginado que se está numa cachoeira super gelada, que não existe calor, que não existe suor na sua testa. Mas foi num banho durante uma noite quente que eu consegui pensar em muita coisa ao mesmo tempo. Eu sempre viajo no banho, deixo a água correr, deixo minha alma vagar pra longe dali, e só o meu corpo fica presente, sem alma. Minha alma está perdida em qualquer lugar, fazendo um passeio, relaxando, dormindo, fazendo qualquer coisa que não seja pensar. Mas nesse banho em meio a essa noite quente que obriguei a minha alma a ficar, ficar e pensar em tudo o que a minha cabeça andava fugindo a um tempo de pensar. Ela ficou. Ficou contra a vontade, mas eu a mantive ali, e aos poucos ela se conformou, e aceitou pensar junto com a minha cabeça, que precisava de ajuda.
A minha cabeça nunca foi um lugar muito centrado. Sempre muito agitada, confusa, correndo por vários pensamentos ao mesmo tempo, e na maioria das vezes estressada. E é por isso que quando eu preciso de calma, tenho que me ligar a minha alma, que é a minha tranqüilidade.  E a minha alma combinada com a minha cabeça consegue me deixar em equilíbrio. É claro que essas coisas raramente acontecem, mas nessa noite quente, nesse banho gelado, eu consegui fazer isso. E quando alcancei o meu ponto de equilíbrio, cheguei a uma bela conclusão assim que desliguei o chuveiro: daqui a muito pouco tempo, não estarei mais tomando banho neste chuveiro. E esta conclusão foi suficiente pra me fazer feliz naquele momento, para me relaxar e me deixar dormir bem numa noite absolutamente quente. Foi numa noite quente que eu consegui concluir que não tarda muito, estarei longe daqui. Foi de uma noite quente que eu consegui tirar toda a força que eu precisava pra terminar esse resto de caminho que ainda me resta nesse lugar ao qual eu nunca pertenci. 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Asas


A borboleta representa a liberdade
Os pássaros nascem perto do céu,
na liberdade das folhas e dos galhos das árvores.
Tudo o que voa é livre
Eu queria ter asas, ser uma ave
Só para desfrutar de toda a liberdade que eu teria.
Viajaria como se respira
e desfrutaria da condição de não pertencer a nada,
nem a mim mesma
O céu seria o meu limite
e só disso eu teria certeza.

Mas, nem tudo que voa é ave.
Uma parte de mim vem de alguém
que desfruta de outro tipo de asas.
Ser livre tem um preço
Porém nada valeria mais do que a condição do compromisso
apenas comigo mesma.
Sem pestanejar, ou me estressar
Partiria se quisesse partir
Ficaria se quisesse ficar.
E estaria sempre a sorrir
Pois teria a liberdade de ir e vir.

Uma parte de mim vem de alguém que desfruta de outro tipo de asas.
Ser livre tem um preço
Mas estou disposta a pagar qualquer quantia
Para que assim como esse alguém que desfruta de outro tipo de asas
eu possa voar também, desfrutar destas mesmas asas
Até o infinito e quem sabe além
E assim será
E espero ansiosamente este tempo chegar
Quando finalmente minhas asas ganhar.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Emagrecer


Emagrecer pra quê? Porque se realmente existe necessidade, é melhor assim. Emagrecer o corpo, emagrecer a mente, emagrecer o coração, emagrecer a vida. Emagrecer tudo o que está em estado de negatividade obesa. Não cabe mais, e talvez seja melhor não forçar mais a sobrecarga. Talvez já tenha deixado acumular muita coisa, e talvez esteja mesmo na hora de liberar o que só faz mal. A gordura, a negatividade, as lembranças ruins, os velhos podres vícios.
Vamos emagrecer por completo. A boa saúde não deve estar só no corpo: corpo e mente devem estar em uma sintonia perfeita, para o sistema funcionar direito. Até porque, quem consegue pensar magro – isso significa viver a vida honestamente, de forma persistente e positiva – consegue ser magro de corpo.
Para quê queres engordar tua vida? Para quê queres se encher com gordura mental? Para quê queres engordar teu coração apenas com pesares? Para quê servem preocupações desnecessárias, pesos na consciência...? Para quê serve tudo isso? Libere tudo, deixe ir... Se voltar, é porque não é gordura, e sim vitaminas e sais minerais. Porque uma vez que a gordura vai pro chão, não é capaz de levantar-se nunca mais, pois não consegue sustentar todo o peso da negatividade que a compõe.
Por isso, se você já é um obeso mórbido de mente e vida, porque então vai adiar emagrecer? Pouco é mais. Se começares a emagrecer mente e vida agora, não precisará de dieta alguma para o corpo: este acompanhará mente e vida, pois são dos bons exemplos que tiramos a melhores idéias, em muitas das vezes.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Inaugurar


Vamos encher
o nosso andar de puro charme
E remexer
nos bons momentos que ninguém consegue esquecer

Vamos ligar
para os amigos que são bêbados sem precisar beber
E gargalhar
de cada coisa à toa, o importante é alegrar

Vamos lembrar
de toda a simplicidade
E vamos dar a imortalidade
para tudo aquilo que é a base
O resto a gente rasga e chuta pra lá

Vamos dançar
Tocar violão, cantar, papear e rodopiar
Vamos sair?
Não importa, de qualquer jeito vamos nos divertir

Vamos mudar
os velhos podres vícios
E em toda aquela velha ladainha
vamos dar um sumiço

Pode chegar,
mas não se esqueça que antes de entrar
De toda a parafernália mental e material você deve se livrar
Essa é a hora da nova vida
Vamos inaugurar.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O farfalhar das árvores



A janela é o portal da vida
Gotas caem de um telhado velho
O ar está gelado e molhado
Já não se dá mais para ver a montanha
Pois o céu está acinzentado

As ruas ficam sombrias
Todos ficam escondidos em suas casas
Escuta-se o farfalhar das árvores
Até que uma janela se abre
Abriu para a vida e viu
Uma vida buscando seu destino descalça na lama
Expondo-se a todas as verdades desse drama
Sem saber se anda
Ou se continua sentada na calçada

A verdade é que
Todas essas verdades
Fazem todo o resto parecer mentira
E assim são abertas grandes feridas
Em que a vida joga lama, tentando escondê-las
Inútil tentativa.


Participação especial de: Andressa Carvalho

sábado, 29 de outubro de 2011

Nós, os jovens


Estava eu hoje pensando, que os jovens tem um poder inacreditável para mudar o que não os agrada, e que muitas vezes esse poder não é aproveitado.
Porque enquanto não formos casados, não tivermos filhos e nem desânimo para a vida, somos jovens. Na verdade somos jovens pelo tempo que quisermos ser. Nada me tira da cabeça que a velhice está na cabeça, nas atitudes, e não nos números da sua certidão de nascimento.
Coisas acontecem, problemas vem e vão, mas sempre vão, pois somos jovens e temos uma energia de sobra para resolver todos e ainda dizer: pode vir mais. Pois nada nos derruba. Só os velhos tem preguiça de levantar e ir lá fora ver como está o dia, ou de atender a porta. Os jovens querem mais é viver mesmo, querem mais é que venha mais e  mais gente, de todos os lados, querem mais amizades, mais momentos eternos e vibrantes. Querem mais amor, e querem melhorar da fossa bem rápido quando um amor acaba, já que nada dura pra sempre e o importante mesmo é  o que você leva de bom dos relacionamentos, e as lembranças que valem a pena serem guardadas. Afinal, somos jovens. Sempre podemos recomeçar.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Tudo novo de novo


Porque será que conforme o tempo vai passando, as pequenas coisas que faziam toda a diferença no início dos relacionamentos caem no esquecimento, na maioria das vezes?
Quando você faz um mês de namoro, tudo é festa, maravilhoso, afinal faz um mês que você tem a certeza de que encontrou o grande amor da sua vida. Vocês trocam presentes, saem pra comemorar, jantam juntos, ou em alguns casos, fazem demonstrações de amor em público, como uma serenata, um carro de som (que eu acho ridículo por sinal), ou um belo discurso com todos os seus devidos dramas, exageros, verdades e mela- melas.
Uma vez eu escrevi uma carta de 33 folhas (mas antes já tinha escrito uma de 23, na época a carta de 33 foi mais uma tentativa de superar a primeira, que nasceu dentro de um relacionamento que não tinha nada de pra dar certo, mas eu não enxergava isso, então quando eu comecei este novo, quis fazer de tudo para que pudesse ser melhor, até na carta. Graças a Deus hoje eu não faço mais essas cartas absurdamente grandes, nem perco mais meu tempo.) quando fiz um mês de namoro. Demorei uma semana pra escrever poemas, juras de amor, recordações de quando tudo começou, planos para o futuro, desenhos, e acredite se conseguir, uma folha inteira frente e verso só das qualidades desse meu namorado da época. Mas a verdade é que ele tinha mais defeitos que qualidades. Se eu tivesse enxergado isso antes não teria sofrido depois por mais de um ano... Mas voltando ao assunto, a carta teve capa e tudo. Eu fiz com a maior dedicação e empolgação, e entreguei com medo que ele achasse um exagero total, ou que ficasse com preguiça de ler. Mas deu tudo certo, ele adorou, ele amou, leu tudo em vinte minutos e eu amei mais ainda ver o sorriso no rosto dele e o brilho de felicidade em seus olhos. Porém, em menos de um mês depois, as coisas estavam cada vez mais estranhas entre nós, não eram mais com o brilho de felicidade no olhar do início tão recente. A gente não brigava, ele simplesmente mudou, de uma hora pra outra, sem motivos aparentes. E o silêncio muitas vezes é pior do que uma gritaria. E eu tinha medo de perguntar o que estava acontecendo, pois no fundo sabia que se perguntasse ele terminaria comigo. Mesmo assim, enfrentei meu medo rezando para estar errada, fui lá e perguntei. Mas eu não estava errada. Ele terminou comigo.
O que eu quero dizer com essa minha experiência é que em um minuto tudo perde o brilho do início, e nós nem percebemos, achamos sempre que é uma fase. Pois bem, muitas vezes é de fato, mas muitas vezes não é de fato. Mas porque isso acontece? Tudo bem que nada é completamente igual para sempre, mas porque não podemos conservar o que é bom? Ou pelo menos melhorar o que já era bom, ou substituir o que era bom por algo melhor, se não der pra manter o bom de antes. Mas porque não fazemos isso?
Você faz seis meses de namoro: “Tá, legal.”; você faz um ano: “Maravilhoso, nosso primeiro ano juntos.”; você faz quatro anos de namoro: “Tá, já tem muito tempo, não faz mais sentido ficar namorando essa eternidade, vamos casar.”; você faz um ano de casado, é festa; você faz dois, e já está pedindo o divórcio, porque descobriu que não era isso que você queria de verdade ou porque caiu na mesmice da relação. O pior é quando você descobre que tem “diferenças irreconciliáveis”. Onde é que estavam essas diferenças quando vocês se conheceram e resolveram namorar e depois casar? Não é possível que duas pessoas fiquem tão completamente opostas quando antes eram almas gêmeas. Eu não consigo entender isso, talvez seja por que eu sou muito nova, sei lá, só não consigo entender.
Mas em relação a essa mesmice da relação, é assim mesmo, infelizmente todos tem rotina. O que faz a diferença é o que você tenta fazer pra tentar diferenciar um pouco quando tem a oportunidade.
Legal mesmo é quando um casal faz 50 anos de casado e ainda tem coragem de comemorar, fazer festa, se esforçar pra dançar (mesmo que não tenha mais o mesmo pique de antes) e reafirmar seus votos. Legal mesmo é quando um olha nos olhos do outro e enxerga aquele alguém que ele conheceu no início, mas percebe as melhoras que ocorreram ao longo do tempo. Legal mesmo é quando um casal consegue driblar a chatice da mesmice, e consegue senti-la como algo tão bom que quer mais é ter de novo, de novo, e de novo. Sempre. Legal é ser feliz com as pequenas coisas, lembrando que se te faziam feliz no início, porque não poderiam fazer agora? Porque você amadureceu e seu gosto se tornou mais requintado? Ah, por favor.
Se você não puder conservar o início, pelo menos invente sempre novos inícios. Pois só assim você conseguirá ser feliz para sempre, com muitas histórias dentro de uma só.
Mas, quem sou eu pra dar lição de moral sobre relacionamentos? Eu sou uma leiga, tenho apenas 17. Mas e daí? Tem muita gente de 40 que não sabe amar. 

Quando os ditados ditam o amor


Estava pensando sobre as tantas vezes que já me apaixonei e desapaixonei nesta minha curta longa vida. É estranho pensar assim, mas por um lado é bom que exista a possibilidade das pessoas desapaixonarem-se.  Se não fosse assim ainda seríamos todos apaixonados pelo primeiro amor, e muito provavelmente seríamos todos sofredores. Fico feliz que exista essa “mobilidade” no amor quando necessário, pois por mais que muitas vezes seja angustiante, triste, desesperador por um tempo, e que o sofrimento aja em um coração como um objeto cortante, na maioria das vezes sempre existe um cirurgião plástico para tentar apagar a cicatriz. Os recomeços são sempre bem vindos nesses casos.
Mas isso pode ser muito contraditório, já que existem pessoas que não conseguem deixar um novo amor entrar, sem antes fazer a faxina sozinho, sem antes criar espaço dentro de seus corações. E também existem pessoas que só conseguem começar a faxina se um novo amor chega pra ajudar.
Toda vez que eu ouço aquele ditado: “A vida dá voltas”, eu interpreto de várias maneiras, mas a principal é que esse ditado na maioria das vezes ajuda muito a quem está sofrendo, por que acende a chama da esperança no coração dessas pessoas. Mas, não se pode descartar a possibilidade de um dia a vida voltar para aquele lugar de antes, para aquele mesmo momento estranho e rápido que foi capaz de colocar tudo a perder. Mas isso não significa que será tudo igual... “As águas que correm neste rio hoje, não serão as mesmas amanhã”. Outro ditado, muito correto. Porque por mais que por mais que as coisas sejam parecidas com o que foi um dia, o tempo passou e outras coisas já aconteceram, coisas capazes de mudar alguém, acrescentando a ela novas características, vinculadas às antigas ou não... Isso varia de pessoa para pessoa. Claro que ela nunca vai estar completamente diferente, mas novas características sempre surgem com o passar do tempo. O importante é que “Sempre existe um chinelo velho para um pé doente”... Hahahah, hoje eu estou toda “ditados”.

sábado, 22 de outubro de 2011

Revolucionários


Ontem, eu estava com espírito revolucionário. Pudera, ainda mais depois de ter tido uma aula sobre a ditadura militar, aquela que existiu aqui no período que foi de 1964-1985. Um período sangrento. E eu, particularmente não tenho uma professora de História comum: um assunto que era pra ser tão chato e tedioso se torna completamente envolvente, revoltante, e desperta a vontade de voltar no tempo, mesmo que fosse pra morrer durante a “Diretas Já”. Pelo menos comigo é assim. A minha professora desperta em mim muitas vezes a revolta sobre assuntos que eu nem sequer imaginava que um dia poderia dar importância. Às vezes ela me faz sentir vergonha até por não ter me interessado pelo assunto em questão antes... Ela consegue fazer isso: despertar o interesse, a revolta, a vergonha, a curiosidade, a empolgação, o debate, o orgulho (algumas vezes); tudo ao mesmo tempo, e isso tudo chamando a todos (todos são os alunos mesmo) de “seres híbridos”, “bárbaros selvagens”, “insetos”, “fracos”, e se estende por aí a coleção de “insultos” engraçados e que ninguém mais tem igual, de “Priscila, a rainha de um lugar chamado convencimento”, podendo este ser qualquer lugar, já que para este lugar existir só é preciso uma mente aberta, que tenha opinião, o mínimo de cultura e de intelecto, e claro, ouvidos atentos. Não posso falar pelos outros alunos, mas pra mim é dessa forma. Por mais que eu não mude as idéias que eu já tinha antes – pelo menos não completamente – eu consigo ao menos acrescentar novas, ou no mínimo considerar que existem outros lados, que os olhos humanos tão limitados não enxergam. Podem ter certeza que dessas e outras poucas aulas, são algumas das quais eu vou sentir muita falta.
Voltando ao assunto inicial, conversando com o meu avô nesse mesmo dia, ele me contou que uma vez foi protestar na rua junto com o povo, mas disse que foi a única vez pra nunca mais e em nenhuma outra encarnação... Isso é bem do meu avô, mas sendo revoltado do jeito que ele é, duvido muito que ele tenha se arrependido por completo. É, uma família de revoltados... Ele me disse que na época dez uma fogueira no fundo do quintal e queimou muita coisa que tinha em casa por causa da censura. Mas ninguém pôde tirar dele o que ele já sabia, porque já estava na mente dele. E graças a Deus a censura não consegue entrar na mente de ninguém. Então, por mais que meu avô tivesse queimado a fonte de conhecimento, no fundo ele não precisava mais dela, pois tudo o que ele precisava saber já estava com ele e para sempre estaria. Uma vez que um indivíduo tem concepções formadas sobre algo, é muito difícil de conseguir tirar isso dele, às vezes até mesmo impossível, dependendo da pessoa. (este foi outro assunto debatido essa semana, mas na aula de Filosofia. Porém, História e Filosofia ocorrem com a mesma professora, então não tem muita diferença em relação ao modo de ensino...)
Meu avô também me contou que foi amigo de um comandante da Aeronáutica, que foi demitido e preso, mas mesmo assim, nos interrogatórios, fazia toda questão de dizer a verdade, nada mais que a verdade. Não sei se ele tinha medo de morrer, mas me parece que não, pois tendo essa coragem toda de admitir coisas imperdoáveis para a censura, só mesmo sem nenhum medo da morte. A parte boa é que ele não morreu: depois que a ditadura acabou, foi solto. Teve sorte esse cara. Porém, muitas pessoas não tiveram.
As crueldades ao longo da história – não só do Brasil -, são inúmeras, mas o importante é que o povo tenha sempre a coragem de lutar contra a burguesia que está nos bastidores e que faz isso tudo acontecer, e contra os tiranos que de vez em quando nascem pra tentar tomar o mundo. Mas o mundo não é de ninguém, e não é controlado só por uma pessoa. O mundo é de todos nós, e nós somos controlados pela natureza, por nós mesmos e pelo o que mais permitimos que tenha a possibilidade de controle sobre nós.
Eu sou suspeita pra falar, porque sou apaixonada por História, e se tem uma coisa que eu detesto é gente querendo mandar em mim, querendo me travar e dizer como eu tenho que agir. E também não consigo ver uma coisa errada acontecendo bem na minha cara, comigo e com as pessoas à minha volta, e simplesmente fechar os olhos e fingir que não vi. Temos que lutar por nossos direitos!
Provavelmente se eu tivesse vivido na época de alguma ditadura teria morrido, e é por isso que eu digo que Deus sabe o que faz...
É, não tem jeito, vou ter mesmo que fazer faculdade de História em algum dia, devo isso a mim mesma...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A minha geração


Eu sou da geração que ri de coisas idiotas e fala coisas sem sentido só para rir um pouco mais.
Eu sou da geração que usa a internet também para promover seus propósitos ou para investigar um assunto em questão.
Eu sou da geração que sabe só um pouquinho sobre política, o suficiente para querer lutar contra ou no mínimo querer ficar bem longe de toda essa sujeira.
Eu sou da geração que respira a tecnologia, mas que sabe a diferença entre realidade e fantasia. Bom, na maioria das vezes.
Eu sou da geração quase sem preconceitos, que aceita os coloridos, os em preto e branco, os vampiros e os reptilianos.
Eu sou da geração que já nasce sabendo o que é AIDS.
Eu sou da geração que quer aproveitar a vida um pouco mais do que o permitido, um pouco mais do que o planejado, um pouco mais do que o suficiente. Porque esta geração sabe, que mesmo que o mundo não acabe em 2012, vai acabar, e será logo.
Eu sou da geração em que se fala o tempo todo sobre sustentabilidade, mas que sabe que a tal sustentabilidade deveria mesmo é ser reforçada para os ricos, pois foram eles mesmos que criaram esse termo depois de muito ter destruído e ter se dado conta quase tarde demais.
Eu sou da geração em que os países colonizados estão finalmente percebendo que não precisam ser desprezados e subordinados se não quiserem.
Eu sou da geração que mantém o “Que País É Esse?” atual.
Eu sou da geração em que a liberdade é descontrolada e quando os limites existem é porque nós mesmos os colocamos.
Eu sou da geração multifacetada, onde cada um segue a tendência que quiser, ou que se identificar. Não temos uma tendência literária específica para nos influenciar.
Eu sou da geração que aproveita os benefícios dos quatro cantos do mundo, tentando assim, sempre achar um lado bom em tudo.
Eu sou da geração em que os idosos olham e dizem: “Esse mundo está perdido...”, mas que na hora em que se fala sobre mudanças é na gente que eles depositam todas as esperanças.
E graças a Deus eu sou da geração em que a mulher se libertou quase que totalmente.
Eu sou da geração em que infelizmente tem o cavalheirismo, o romantismo e a gentileza cada dia mais mortos, porém tem sempre a possibilidade de procurar por isso de novo, de novo, e de novo se um relacionamento dá errado. A minha geração tem a possibilidade de sempre recomeçar.
Eu sou da geração em que cada vez mais nos exigem 500 faculdades, 14 línguas diferentes e cada vez menos valores morais.
Eu sou da geração em que cada um é um ser individual, mas que também é coletivo. As pessoas estão deixando de ser nacionais para se tornarem mundiais, se não universais.
Essas e tantas outras coisas fazem parte da minha geração.

E você? Vai dizer que essa geração não existe e que é apenas fruto da minha imaginação? Ou vai assumir isso como verdade, para manter as qualidades e tentar resolver os defeitos e problemas graves?