quinta-feira, 14 de junho de 2012

Juntos

 
 Não posso explicar como sou capaz de ver o que vejo
É como uma música que não sai da minha cabeça, é como o brilho de uma estrela.
Por mais que eu queira sair, eu sempre volto.
Cada pedaço foi jogado para diferentes lados
Mas estão desenterrados, então fazem sentido pra mim mesmo separados.
Não é preciso quebrar a cabeça tentando juntar
Eles já estão conectados
Está fora do meu alcance não os enxergar.

Eu corri por tanto tempo
Tanto medo, tanto sofrimento
Mil quilômetros até o precipício
pra descobrir que na verdade, o que eu sempre temi não é um tormento.

E agora que eu estou de cara com o buraco
Prefiro me jogar a morrer sem tentar
Só posso me jogar e torcer pra conseguir voar.
Mas por favor, não me deixe aqui sozinha.
É tão tentador pra você me deixar, eu sei
Mas tudo seria tão mais fácil se você se jogasse comigo
Não vou te pedir isso, só espero que você faça.
Teve uma época em que eu fui quem você precisava
Agora eu te peço que você seja quem eu preciso,
por favor, fique comigo
Vamos voar até o infinito.

Nossas vidas estão unidas
Não são uma só, estão apenas entrelaçadas
Juntas dentro dessa mesma jornada
Juntas nesse amor de loucuras, uma febre sem remédio
Todo esse fogo que queima
Tanto mistério, juntos temos tanta força,
somos capazes de demolir prédios.

Vamos nos jogar nesse precipício
Vamos correr todos os riscos que ser feliz oferece
Vamos embora, vamos viver isso agora
Vamos voar, sem mais minutos ou horas
Vamos delirar, mesmo que seja breve
Vamos descobrir o que podemos fazer de nossas vidas
Felicidade sem cobranças
Apenas pular num mar de possibilidades e esperanças
Vamos viver isso agora.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Diário

 
Me peguei pensando hoje que eu não escrevo mais em um diário como antes... Quer dizer, como fiz a vida toda. Sempre gostei disso, mas um dia simplesmente passei a odiar o compromisso de ter que escrever algo todos os dias, mesmo que eu não tivesse nada pra falar... Porque eu achava estranho deixar uma distância enorme entre os dias quando não tinha nada pra escrever, então simplesmente parei de escrever diários... E ficaram apenas os poemas, crônicas, pensamentos, contos, e o que mais eu quisesse escrever. Mas hoje, me peguei pensando que eu não escrevo mais um diário como antes e talvez seja melhor voltar a fazer isso, antes que eu exploda, porque eu ando meio lotada demais de palavras. Sabe, na minha fase trash, essa era a única coisa que me fazia sentir melhor. Na minha fase “rebelde além da conta”, essa era a única coisa que me trazia a sensação de compreensão... É meio estranho, já que tecnicamente eu estou falando algo pra mim mesma... Mas, como eu ouvi uma vez, mesmo quando você escreve diários, no fundo tem a esperança de que um dia alguém leia e te ache interessante, ou no mínimo te ache louca demais e continue lendo por querer saber como acaba a história... hahahaha Um dia eu quero achar o diário de alguém. Mas não sei se teria coragem de ler... Quer dizer, se fosse algum diário perdido e antigo e já finalizado, talvez eu lesse sim... Eu não  me importaria se lessem um diário meu antigo, afinal, nada mais daquilo tem a ver comigo... Mas se lessem um diário atual (caso eu tivesse um), eu iria ficar com muita raiva.
Meu primeiro diário foi aos 7 anos de idade. Eu ganhei de uma tia. Era um diário pequenininho, do Snoopy, que se eu usasse hoje em dia, acabaria com ele em dois dias... hahahahaha Eu sou a maníaca das palavras. E sabe o que é estranho? Toda vez que eu começava um diário novo, começava sempre do mesmo jeito: "Meu nome é Carolina... Tenho tantos anos... Nasci em tal lugar... Meus pais são separados... Eu amo tal artista musical... Eu adoro me maquiar... Minhas melhores amigas são... Meu livro favorito é... Eu odeio tal pessoa... Meu endereço é tal... Meu telefone é outro... Meu signo é Touro..." E por aí vai. Sempre começava mais ou menos assim. Ou então, começava contando sobre os primórdios da minha existência: como meus pais foram malucos de terem se casado em dois meses de namoro e que talvez seja por causa disso que eles se separaram... Falava também muito dos meus irmãos, sempre fui muito apegada a eles... Falava sobre garotos que eu era apaixonada ou supostamente interessada, ou simplesmente falava mal dos ex mesmo... hahahahaha Isso é mais a minha cara. Meus amigos, meus dias na escola, quantos filhos eu iria ter... Depois que eu fui crescendo, os assuntos mudaram, mas no fundo eram passados nos mesmos locais. É engraçado como somos capazes de mudar tanto, hoje em dia eu nem sei mais se vou ter filhos, e na infância dizia que iria ter três. Também não sei mais se eu vou casar, e se casar, tenho quase total certeza de que não vou ficar casada com a mesma pessoa a vida toda... Como eu mudei.
Naquela época eu fazia isso, escrevia diários e isso me confortava, mas hoje em dia, não sei se seria o suficiente pra me confortar e nem se teria a ver comigo. Provavelmente não mais. Não me vejo mais fazendo isso. De vez em quando, quando vou na casa da minha mãe, ainda pego alguns e leio, e fico rindo da minha cara... Deus, como eu era retardada... Ainda sou um pouco, mas de uma maneira diferente...
Algumas características nunca morrem, e pra mim, são elas que formam a nossa essência. Eu já quis me desfazer de todos os meus papéis, um milhão de vezes, simplesmente me livrar de toda aquela tralha velha, mas simplesmente não consigo, sou apegada aquela tralha velha, não sei porque... Assim como eu posso dizer que eu nunca vou parar de escrever, seja como for.
Acho que no final, isso aqui acabou se tornando uma página de diário perdida...

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Promessas de um dia de chuva

 
Hoje, eu prometo que não vou mais fazer caras e bocas no espelho do elevador.
Hoje, eu prometo que não vou mais imaginar histórias para as músicas.
Hoje, eu prometo que vou me tornar uma pessoa normal e não ficar feliz quando estiver chovendo.
Hoje, eu prometo que eu vou parar de expressar minhas opiniões pra quem eu conheço e pra quem eu não conheço, porque a verdade é que ninguém está interessado, se estivessem, perguntariam. 
Hoje, eu prometo que vou passar a controlar meu estresse e toda vez que pensar em socar a cara de um, vou pensar em pôneis e arco-íris.
Hoje, eu prometo que finalmente vou começar a fazer o que me mandam fazer, ao invés de analisar as situações e fazer como eu acho melhor, porque eu sempre acabo sendo tachada de teimosa por causa disso.
Hoje, eu prometo que vou mandar o foda-se pro futuro e essa palhaçada toda de ter que dar um rumo na minha vida e blá blá blá.
Hoje, prometo que vou parar de me preocupar com as pessoas à minha volta, mais até do que elas se preocupam com elas mesmas.
Hoje, eu prometo que vou comer chocolate e não vou me culpar depois e nem contar as calorias.
Hoje, eu prometo que não vou me deixar controlar pela minha TPM, vou ser a minha única dona.
Hoje, eu prometo que não vou atender o telefone, vou simplesmente me isolar de todos os sermões e lições de moral e pessoas me procurando para desabafar. Eu não quero saber, hoje não.
Hoje, eu prometo que eu vou fazer merda nenhuma, mesmo que tenha uma prova na terça-feira. My lazy day.
Hoje, eu prometo que não vou baixar seriados da internet, não vou mais ser previsível dessa forma. E simplesmente não vou rir com "New Girl". No way.
Hoje, eu prometo que vou parar de dançar na frente dos espelhos quando ninguém estiver olhando.
Hoje, eu prometo que não vou procurar cravos e espinhas pra espremer.
Hoje, eu prometo que não vou falar sobre como eu adoro café, música, filmes e livros.
Hoje, eu prometo que já está bom de promessas.

Hoje, eu prometo isso tudo mesmo, mas assim que o relógio marcar meia-noite, essa folha será queimada.

domingo, 10 de junho de 2012

Achamos que sabemos




Outro dia assisti a um filme no DVD do qual nunca tinha ouvido falar – talvez porque nem chegou a passar nos cinemas. Chama-se Vida de Casado, um drama enxuto, com apenas 90 minutos de duração e jeito de clássico. Gostei bastante. Um homem casado há muitos anos se apaixona por uma bela garota e com ela quer viver, mas não sabe como terminar seu casamento sem que isso humilhe sua venerável esposa, então decide que é melhor matá-la para que ela não sofra: não é uma solução amorosa? Não tem o brilhantismo de um Woody Allen, mas o roteiro possui certo parentesco com Crimes e Pecados. Se fosse possível resumir o filme numa única frase, seria: “Ninguém sabe o que está se passando pela cabeça da pessoa que está dormindo ao nosso lado”.
Será que nós sabemos, de verdade, o que acontece à nossa volta? Achamos que sabemos.

Achamos que sabemos quais são as ambições de nossos filhos, o que eles planejam para suas vidas, esquecendo que a complexidade humana também é atributo dos que nasceram do nosso ventre, e que por mais íntimos e abertos que eles sejam conosco, jamais teremos noção exata de seus desejos mais secretos.

Achamos que sabemos o que o amor da nossa vida sente por nós, baseados em suas declarações afetuosas, seus olhares ternos, suas gentilezas intermináveis e sua permanência, mas isso diz tudo mesmo? Nem sempre temos conhecimento das carências mais profundas daquele que vive sob o nosso teto, e não porque ele esteja sonegando alguns de seus sentimentos, mas porque nem ele consegue explicar para si mesmo o que lhe dói e o que ainda lhe falta.
Achamos que sabemos quais são as melhores escolhas para nossa vida, e é verdade que alguma intuição temos mesmo, mas certeza, nenhuma. Achamos que sabemos como será envelhecer, como será ter consciência de que se está vivendo os últimos anos que nos restam, como será perder a rigidez e a saúde do corpo, achamos que sabemos como se deve enfrentar tudo isso, mas que susto levaremos quando chegar a hora.

Achamos que sabemos o que pensam as pessoas que conversam conosco e que até nos fazem confidências, aceitamos cada palavra dita e nos sentimos honrados pelas informações recebidas, sem levar em conta que muito do que está sendo dito pode ser da boca pra fora, uma encenação que pretende justamente mascarar a verdade, aquela verdade que só sobrevive no silêncio de cada um.
Achamos que sabemos decodificar sinais, perceber humores, adivinhar pensamentos, e às vezes acertamos, mas erramos tanto. Achamos que sabemos o que as pessoas pensam de nós. Achamos que sabemos amar, achamos que sabemos conviver e achamos que sabemos quem de fato somos, até que somos pegos de surpresa por nossas próprias reações.

Achar é o mais longe que podemos ir nesse universo repleto de segredos, sussurros, incompreensões, traumas, sombras, urgências, saudades, desordens emocionais, sentimentos velados, todas essas abstrações que não podemos tocar, pegar nem compreender com exatidão. Mas nos conforta achar que sabemos.
                                                                                                 Martha Medeiros

sábado, 9 de junho de 2012

Tempo

 De vez em quando, aquela menina que dançava no meio da rua aparece, só pra dar um "oi", só pra ver como é que estão as coisas. Mas depois, ela vai embora, volta pro lugar dela, sua cidade natal, que se chama Passado.
 De vez em quando as lembranças ficam um pouco insuportáveis demais, querendo tomar conta, querendo estabelecer mais do que contato, querendo estabelecer permanência. Mas elas estão no passado, não podem fazer parte do presente. E é por esse e outros motivos, que eu as mando para onde nunca deveriam ter saído, por mais tentador que seja deixá-las ficar. O lugar delas não é aqui, é naquele planeta bem grande chamado Passado.
 Não sei como esses elementos conseguem passe pra andar livremente por aqui, mas eles conseguem. Não deveria ser assim, é o tipo de coisa que desequilibra a natureza, é o tipo de coisa que causa catástrofes, é o tipo de coisa abominável. E é por isso que eu sempre mando esses elementos malditos pro lugar de onde nunca deveriam ter saído, o Passado. Não importa o quão difícil seja eu sempre consigo. E ainda bem que eu tenho alguns elementos que me ajudam a fazer isso, eu conto com eles nessas horas críticas, em que esses demônios vem querer perturbar por aqui. São os elementos do Presente que me ajudam sempre. É esse país maravilhoso em que eu vivo agora que me dá todo apoio possível pra expulsar os demônios. Eu amo meu país, meu doce Presente.
 O que foi, foi. Ficou lá, enterrado, não precisamos mexer.
 O que está sendo está aqui, agora, nem precisamos mexer, porque eles já se encarregam de mexer com a gente.
 O que será, será na hora certa, será daqui a um minuto, daqui à uma hora, daqui a um mês, daqui a dez anos. Não precisamos querer antecipar também, porque eles sempre sabem a hora certa de chegar.
 Eu nasci no Passado e vivi um pouco por lá; atualmente moro no Presente, mas estou caminhando para o Futuro, uma caminhada longa, uma caminhada inevitável, uma caminhada que traz esperanças, só pelo fato de você não ter escolha de ir ou não. Você sempre vai, não existe a possibilidade de não ir. E eu acredito que se somos obrigados a ir, não deve ser algo ruim. O elemento que manda nos outros três, sempre sabe o que faz, o problema é que os seres humanos são desconfiados demais, teimosos demais, por isso são obrigados nessa parte. E eu confio totalmente no chefe. Ele é meu chefe, seu chefe, chefe de todos. E todos sabem muito bem seu nome, é impossível de esquecer.
 E é pela minha vida pertencer totalmente ao Tempo que eu sou leal e confio totalmente nele. E eu sei que tudo vai dar certo.


sexta-feira, 8 de junho de 2012

O som daquela flauta

O som daquela flauta me dava esperança
 Esperança de que um dia as coisas finalmente pudessem se encaixar
 No fundo, eu só queria que todas as lágrimas pudessem secar
 Queria ser quem eu era por dentro, mesmo sem saber ao certo quem eu era
 Eu queria ser amada, não queria mais que houvesse sofrimento.


Aquela flauta era o meu alento
 Ela me trazia paz, me privava de alguns aborrecimentos
 Aquela flauta era a minha válvula de escape
 Escape de uma vida onde nada era o que parecia
 Uma vida feita de desgastes.


Mas, em um minuto, aquela flauta se foi
 Assim como a minha infância.
 Talvez ela nunca tenha estado realmente aqui
 Talvez eu a desejasse tanto, que ela quase parecia real.
 Talvez a flauta fosse algo que não me deixava perceber isso
 Ela me dava a bênção da ignorância.
 Porém, seu som se foi...
 Assim como a minha infância...


O tempo levou a minha flauta
 junto com as minhas risadas de criança.
 E desde o dia que ela se foi,
 nunca mais tive a mesma esperança...

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Perdoar

 
Perdoar.
 Por onde começar?
 Não é uma tarefa fácil, adianto desde já.


Quando alguém magoa você de verdade, não é fácil esquecer.
 Quando alguém arranha suas maiores e profundas fraquezas,
 você sente que isso te faz endurecer.


 Tentar é válido, conseguir não é garantido.
 Só quero tentar porque no fundo sei que isso tem muito mais a ver comigo.
 Isso faz mais mal pra mim, do que pra quem me magoou.
 Porque ele não sente o meu ódio, mas eu sinto.
 Meu sangue o bombeia hoje, como também ontem.
 Ele vai estar sempre aqui, impregnado, se eu não tentar erradicá-lo.
 Tanta tristeza tanta gente já me causou...
 Pra uns não liguei tanto, pra outros meu coração nem registrou...
 Mas alguns ficaram marcados como tatuagem,
 uma tatuagem que nunca cicatriza,
 que nunca me livra de ser assim... Ressentida.


Mas eu vou me livrar disso,
 Vou fazer uma limpeza, uma plástica na minha vida.
 Vou concertar o que parece não ter mais jeito,
 mas de alguma forma, vou arranjar um jeito.


 Eu me protejo, mas ninguém cuida de mim.
 Então que outra pessoa pode me ajudar a melhorar se não eu?
 Eu quero ser feliz, eu quero todas as coisas que eu sempre quis.
 E eu tenho fé de que eu vou conseguir, vou parar de planejar
 e começar a finalmente viver assim.
 Livre, feliz.
 Vou fazer isso por mim.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Há momentos

 
Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.
                                                                                                                                  Clarice Lispector

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Ser feliz


Pode-se ser feliz, ou magoado.
Pode-se ser feliz ou chateado.
Pode-se ser feliz ou contrariado.
Pode ser feliz ou inconformado, não importa se é pelo motivo certo ou errado.

Pode-se ser feliz, ou frígido.
Pode-se ser feliz, ou querer o que não precisa.
Pode-se ser feliz, ou protegido.
Pode-se ser feliz ou nunca ter colocado a cara lá fora.
Pode-se ser feliz, ou apenas contar as derrotas.
Pode-se ser feliz ou nunca reconhecer uma vitória.

A vida é essa,
A vida é agora.
E pouco importam as suas memórias.
O que importa é o que você faz, agora.
O que importa é como você consegue sempre se tornar mais.
Mais do que aquilo que você era ontem.
Mais do que o esperado por todas as mulheres e homens.
Principalmente: mais do que o esperado por você.
Quando trabalha-se duro e batalha-se por um mundo justo, consegue-se tudo.
Não necessariamente o mundo todo.
Só o suficiente.
Do que adianta ter o que se quer, mas não ter o que se precisa?

Viva a sua vida.
Nós sempre podemos ser felizes.
Mas nunca podemos ser felizes e mais alguma coisa, porque ser feliz já engloba tudo.
E ser feliz é a melhor coisa do mundo.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Espere por mim


Onde você está? Eu tenho esperado por você há tanto tempo, mas você nunca chega... Será que sou eu quem tem que ir atrás de você? Talvez sim. É a única explicação que eu encontro, porque eu já mandei muitos sinais, de todos os tipos; já invadi seus sonhos, seus pensamentos e tudo à sua volta, porque eu penso tanto em você, que acabo chegando até você. Sim, eu vou. Dessa forma louca e estranha, eu vou. 
Você pode não saber aonde eu estou, ou qual é o meu nome, mas você sabe que eu existo. Bem aí dentro de você, no fundo, você sabe, e só não vem até mim porque não sabe onde me encontrar. Mas eu sei onde te encontrar. Me espere, porque estou chegando. Pode ser que eu demore mais um pouco, mas eu vou chegar, tenha paciência. E quando pensar em desistir, não desista. Espere um pouco mais, estou a caminho.
Saiba que o caminho até você é um pouco longo, tem alguns obstáculos e imprevistos, mas eu sempre vou vencer as dificuldades, porque nada pode ser mais difícil do que viver uma vida inteira sem te conhecer, portanto, não vou desistir e espero que você também não.
A verdade é que eu fui feita pra você. A verdade é que nós nascemos um para o outro. Seja lá por quanto tempo dure o para sempre, eu sei que o tempo que durar, será o suficiente. Nunca vou me arrepender de procurar por você, e sei que você também não vai se arrepender de ter esperado por mim.
Mas se pensar em desistir, mesmo que seja por um minuto sequer, lembre-se: eu estou chegando.