domingo, 20 de novembro de 2011

Travada


Andei meio travada esses dias... Postei "A Thousand Years" pra não ficar muito tempo sem postar nada... Não tenho tido muitas inspirações pra falar a verdade... Estive doente, e por consequência, já estou em casa a mais de uma semana direto... É um saco, só o que eu faço é ler, entrar na internet e estudar... Ando sem apetite e sem muita vontade de fazer algo... Só espero que esse bloqueio mental passe logo...

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A Thousand Years - Christina Perri


Heart beats fast

Colors and promises
How to be brave
How can I love when I'm afraid to fall
But watching you stand alone
All of my doubt suddenly goes away somehow

One step closer

I have died every day waiting for you
Darling don't be afraid
I have loved you for a thousand years
I'll love you for a thousand more

Time stands still
Beauty in all she is
I will be brave
I will not let anything take away
What's standing in front of me
Every breath
Every hour has come to this

One step closer

I have died every day waiting for you
Darling don't be afraid
I have loved you for a thousand years
I'll love you for a thousand more

And all along I believed I would find you
Time has brought your heart to me
I have loved you for a thousand years
I'll love you for a thousand more

One step closer
One step closer

I have died every day waiting for you
Darling don't be afraid I have loved you
For a thousand years
I'll love you for a thousand more

And all along I believed I would find you
Time has brought your heart to me
I have loved you for a thousand years
I'll love you for a thousand more

domingo, 13 de novembro de 2011

Noites Quentes


Em noites quentes assim, ninguém tem concentração para pensar em algo. Em noites quentes assim, todos querem ficar deitados, com o ventilador em cima, ou com o ar condicionado ligado. Querem fazer tudo, menos pensar. Tomar um banho pra relaxar e tentar viajar, imaginado que se está numa cachoeira super gelada, que não existe calor, que não existe suor na sua testa. Mas foi num banho durante uma noite quente que eu consegui pensar em muita coisa ao mesmo tempo. Eu sempre viajo no banho, deixo a água correr, deixo minha alma vagar pra longe dali, e só o meu corpo fica presente, sem alma. Minha alma está perdida em qualquer lugar, fazendo um passeio, relaxando, dormindo, fazendo qualquer coisa que não seja pensar. Mas nesse banho em meio a essa noite quente que obriguei a minha alma a ficar, ficar e pensar em tudo o que a minha cabeça andava fugindo a um tempo de pensar. Ela ficou. Ficou contra a vontade, mas eu a mantive ali, e aos poucos ela se conformou, e aceitou pensar junto com a minha cabeça, que precisava de ajuda.
A minha cabeça nunca foi um lugar muito centrado. Sempre muito agitada, confusa, correndo por vários pensamentos ao mesmo tempo, e na maioria das vezes estressada. E é por isso que quando eu preciso de calma, tenho que me ligar a minha alma, que é a minha tranqüilidade.  E a minha alma combinada com a minha cabeça consegue me deixar em equilíbrio. É claro que essas coisas raramente acontecem, mas nessa noite quente, nesse banho gelado, eu consegui fazer isso. E quando alcancei o meu ponto de equilíbrio, cheguei a uma bela conclusão assim que desliguei o chuveiro: daqui a muito pouco tempo, não estarei mais tomando banho neste chuveiro. E esta conclusão foi suficiente pra me fazer feliz naquele momento, para me relaxar e me deixar dormir bem numa noite absolutamente quente. Foi numa noite quente que eu consegui concluir que não tarda muito, estarei longe daqui. Foi de uma noite quente que eu consegui tirar toda a força que eu precisava pra terminar esse resto de caminho que ainda me resta nesse lugar ao qual eu nunca pertenci. 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Asas


A borboleta representa a liberdade
Os pássaros nascem perto do céu,
na liberdade das folhas e dos galhos das árvores.
Tudo o que voa é livre
Eu queria ter asas, ser uma ave
Só para desfrutar de toda a liberdade que eu teria.
Viajaria como se respira
e desfrutaria da condição de não pertencer a nada,
nem a mim mesma
O céu seria o meu limite
e só disso eu teria certeza.

Mas, nem tudo que voa é ave.
Uma parte de mim vem de alguém
que desfruta de outro tipo de asas.
Ser livre tem um preço
Porém nada valeria mais do que a condição do compromisso
apenas comigo mesma.
Sem pestanejar, ou me estressar
Partiria se quisesse partir
Ficaria se quisesse ficar.
E estaria sempre a sorrir
Pois teria a liberdade de ir e vir.

Uma parte de mim vem de alguém que desfruta de outro tipo de asas.
Ser livre tem um preço
Mas estou disposta a pagar qualquer quantia
Para que assim como esse alguém que desfruta de outro tipo de asas
eu possa voar também, desfrutar destas mesmas asas
Até o infinito e quem sabe além
E assim será
E espero ansiosamente este tempo chegar
Quando finalmente minhas asas ganhar.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Emagrecer


Emagrecer pra quê? Porque se realmente existe necessidade, é melhor assim. Emagrecer o corpo, emagrecer a mente, emagrecer o coração, emagrecer a vida. Emagrecer tudo o que está em estado de negatividade obesa. Não cabe mais, e talvez seja melhor não forçar mais a sobrecarga. Talvez já tenha deixado acumular muita coisa, e talvez esteja mesmo na hora de liberar o que só faz mal. A gordura, a negatividade, as lembranças ruins, os velhos podres vícios.
Vamos emagrecer por completo. A boa saúde não deve estar só no corpo: corpo e mente devem estar em uma sintonia perfeita, para o sistema funcionar direito. Até porque, quem consegue pensar magro – isso significa viver a vida honestamente, de forma persistente e positiva – consegue ser magro de corpo.
Para quê queres engordar tua vida? Para quê queres se encher com gordura mental? Para quê queres engordar teu coração apenas com pesares? Para quê servem preocupações desnecessárias, pesos na consciência...? Para quê serve tudo isso? Libere tudo, deixe ir... Se voltar, é porque não é gordura, e sim vitaminas e sais minerais. Porque uma vez que a gordura vai pro chão, não é capaz de levantar-se nunca mais, pois não consegue sustentar todo o peso da negatividade que a compõe.
Por isso, se você já é um obeso mórbido de mente e vida, porque então vai adiar emagrecer? Pouco é mais. Se começares a emagrecer mente e vida agora, não precisará de dieta alguma para o corpo: este acompanhará mente e vida, pois são dos bons exemplos que tiramos a melhores idéias, em muitas das vezes.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Inaugurar


Vamos encher
o nosso andar de puro charme
E remexer
nos bons momentos que ninguém consegue esquecer

Vamos ligar
para os amigos que são bêbados sem precisar beber
E gargalhar
de cada coisa à toa, o importante é alegrar

Vamos lembrar
de toda a simplicidade
E vamos dar a imortalidade
para tudo aquilo que é a base
O resto a gente rasga e chuta pra lá

Vamos dançar
Tocar violão, cantar, papear e rodopiar
Vamos sair?
Não importa, de qualquer jeito vamos nos divertir

Vamos mudar
os velhos podres vícios
E em toda aquela velha ladainha
vamos dar um sumiço

Pode chegar,
mas não se esqueça que antes de entrar
De toda a parafernália mental e material você deve se livrar
Essa é a hora da nova vida
Vamos inaugurar.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O farfalhar das árvores



A janela é o portal da vida
Gotas caem de um telhado velho
O ar está gelado e molhado
Já não se dá mais para ver a montanha
Pois o céu está acinzentado

As ruas ficam sombrias
Todos ficam escondidos em suas casas
Escuta-se o farfalhar das árvores
Até que uma janela se abre
Abriu para a vida e viu
Uma vida buscando seu destino descalça na lama
Expondo-se a todas as verdades desse drama
Sem saber se anda
Ou se continua sentada na calçada

A verdade é que
Todas essas verdades
Fazem todo o resto parecer mentira
E assim são abertas grandes feridas
Em que a vida joga lama, tentando escondê-las
Inútil tentativa.


Participação especial de: Andressa Carvalho

sábado, 29 de outubro de 2011

Nós, os jovens


Estava eu hoje pensando, que os jovens tem um poder inacreditável para mudar o que não os agrada, e que muitas vezes esse poder não é aproveitado.
Porque enquanto não formos casados, não tivermos filhos e nem desânimo para a vida, somos jovens. Na verdade somos jovens pelo tempo que quisermos ser. Nada me tira da cabeça que a velhice está na cabeça, nas atitudes, e não nos números da sua certidão de nascimento.
Coisas acontecem, problemas vem e vão, mas sempre vão, pois somos jovens e temos uma energia de sobra para resolver todos e ainda dizer: pode vir mais. Pois nada nos derruba. Só os velhos tem preguiça de levantar e ir lá fora ver como está o dia, ou de atender a porta. Os jovens querem mais é viver mesmo, querem mais é que venha mais e  mais gente, de todos os lados, querem mais amizades, mais momentos eternos e vibrantes. Querem mais amor, e querem melhorar da fossa bem rápido quando um amor acaba, já que nada dura pra sempre e o importante mesmo é  o que você leva de bom dos relacionamentos, e as lembranças que valem a pena serem guardadas. Afinal, somos jovens. Sempre podemos recomeçar.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Tudo novo de novo


Porque será que conforme o tempo vai passando, as pequenas coisas que faziam toda a diferença no início dos relacionamentos caem no esquecimento, na maioria das vezes?
Quando você faz um mês de namoro, tudo é festa, maravilhoso, afinal faz um mês que você tem a certeza de que encontrou o grande amor da sua vida. Vocês trocam presentes, saem pra comemorar, jantam juntos, ou em alguns casos, fazem demonstrações de amor em público, como uma serenata, um carro de som (que eu acho ridículo por sinal), ou um belo discurso com todos os seus devidos dramas, exageros, verdades e mela- melas.
Uma vez eu escrevi uma carta de 33 folhas (mas antes já tinha escrito uma de 23, na época a carta de 33 foi mais uma tentativa de superar a primeira, que nasceu dentro de um relacionamento que não tinha nada de pra dar certo, mas eu não enxergava isso, então quando eu comecei este novo, quis fazer de tudo para que pudesse ser melhor, até na carta. Graças a Deus hoje eu não faço mais essas cartas absurdamente grandes, nem perco mais meu tempo.) quando fiz um mês de namoro. Demorei uma semana pra escrever poemas, juras de amor, recordações de quando tudo começou, planos para o futuro, desenhos, e acredite se conseguir, uma folha inteira frente e verso só das qualidades desse meu namorado da época. Mas a verdade é que ele tinha mais defeitos que qualidades. Se eu tivesse enxergado isso antes não teria sofrido depois por mais de um ano... Mas voltando ao assunto, a carta teve capa e tudo. Eu fiz com a maior dedicação e empolgação, e entreguei com medo que ele achasse um exagero total, ou que ficasse com preguiça de ler. Mas deu tudo certo, ele adorou, ele amou, leu tudo em vinte minutos e eu amei mais ainda ver o sorriso no rosto dele e o brilho de felicidade em seus olhos. Porém, em menos de um mês depois, as coisas estavam cada vez mais estranhas entre nós, não eram mais com o brilho de felicidade no olhar do início tão recente. A gente não brigava, ele simplesmente mudou, de uma hora pra outra, sem motivos aparentes. E o silêncio muitas vezes é pior do que uma gritaria. E eu tinha medo de perguntar o que estava acontecendo, pois no fundo sabia que se perguntasse ele terminaria comigo. Mesmo assim, enfrentei meu medo rezando para estar errada, fui lá e perguntei. Mas eu não estava errada. Ele terminou comigo.
O que eu quero dizer com essa minha experiência é que em um minuto tudo perde o brilho do início, e nós nem percebemos, achamos sempre que é uma fase. Pois bem, muitas vezes é de fato, mas muitas vezes não é de fato. Mas porque isso acontece? Tudo bem que nada é completamente igual para sempre, mas porque não podemos conservar o que é bom? Ou pelo menos melhorar o que já era bom, ou substituir o que era bom por algo melhor, se não der pra manter o bom de antes. Mas porque não fazemos isso?
Você faz seis meses de namoro: “Tá, legal.”; você faz um ano: “Maravilhoso, nosso primeiro ano juntos.”; você faz quatro anos de namoro: “Tá, já tem muito tempo, não faz mais sentido ficar namorando essa eternidade, vamos casar.”; você faz um ano de casado, é festa; você faz dois, e já está pedindo o divórcio, porque descobriu que não era isso que você queria de verdade ou porque caiu na mesmice da relação. O pior é quando você descobre que tem “diferenças irreconciliáveis”. Onde é que estavam essas diferenças quando vocês se conheceram e resolveram namorar e depois casar? Não é possível que duas pessoas fiquem tão completamente opostas quando antes eram almas gêmeas. Eu não consigo entender isso, talvez seja por que eu sou muito nova, sei lá, só não consigo entender.
Mas em relação a essa mesmice da relação, é assim mesmo, infelizmente todos tem rotina. O que faz a diferença é o que você tenta fazer pra tentar diferenciar um pouco quando tem a oportunidade.
Legal mesmo é quando um casal faz 50 anos de casado e ainda tem coragem de comemorar, fazer festa, se esforçar pra dançar (mesmo que não tenha mais o mesmo pique de antes) e reafirmar seus votos. Legal mesmo é quando um olha nos olhos do outro e enxerga aquele alguém que ele conheceu no início, mas percebe as melhoras que ocorreram ao longo do tempo. Legal mesmo é quando um casal consegue driblar a chatice da mesmice, e consegue senti-la como algo tão bom que quer mais é ter de novo, de novo, e de novo. Sempre. Legal é ser feliz com as pequenas coisas, lembrando que se te faziam feliz no início, porque não poderiam fazer agora? Porque você amadureceu e seu gosto se tornou mais requintado? Ah, por favor.
Se você não puder conservar o início, pelo menos invente sempre novos inícios. Pois só assim você conseguirá ser feliz para sempre, com muitas histórias dentro de uma só.
Mas, quem sou eu pra dar lição de moral sobre relacionamentos? Eu sou uma leiga, tenho apenas 17. Mas e daí? Tem muita gente de 40 que não sabe amar. 

Quando os ditados ditam o amor


Estava pensando sobre as tantas vezes que já me apaixonei e desapaixonei nesta minha curta longa vida. É estranho pensar assim, mas por um lado é bom que exista a possibilidade das pessoas desapaixonarem-se.  Se não fosse assim ainda seríamos todos apaixonados pelo primeiro amor, e muito provavelmente seríamos todos sofredores. Fico feliz que exista essa “mobilidade” no amor quando necessário, pois por mais que muitas vezes seja angustiante, triste, desesperador por um tempo, e que o sofrimento aja em um coração como um objeto cortante, na maioria das vezes sempre existe um cirurgião plástico para tentar apagar a cicatriz. Os recomeços são sempre bem vindos nesses casos.
Mas isso pode ser muito contraditório, já que existem pessoas que não conseguem deixar um novo amor entrar, sem antes fazer a faxina sozinho, sem antes criar espaço dentro de seus corações. E também existem pessoas que só conseguem começar a faxina se um novo amor chega pra ajudar.
Toda vez que eu ouço aquele ditado: “A vida dá voltas”, eu interpreto de várias maneiras, mas a principal é que esse ditado na maioria das vezes ajuda muito a quem está sofrendo, por que acende a chama da esperança no coração dessas pessoas. Mas, não se pode descartar a possibilidade de um dia a vida voltar para aquele lugar de antes, para aquele mesmo momento estranho e rápido que foi capaz de colocar tudo a perder. Mas isso não significa que será tudo igual... “As águas que correm neste rio hoje, não serão as mesmas amanhã”. Outro ditado, muito correto. Porque por mais que por mais que as coisas sejam parecidas com o que foi um dia, o tempo passou e outras coisas já aconteceram, coisas capazes de mudar alguém, acrescentando a ela novas características, vinculadas às antigas ou não... Isso varia de pessoa para pessoa. Claro que ela nunca vai estar completamente diferente, mas novas características sempre surgem com o passar do tempo. O importante é que “Sempre existe um chinelo velho para um pé doente”... Hahahah, hoje eu estou toda “ditados”.